12 Novembro 2009

NEPAL: Criança de três anos de idade é eleita como uma deusa viva


 
A criança nepalense Matani Shakya foi eleita como uma deusa viva, no Nepal, pelos sacerdotes budistas e hindus, no dia 07 de Outubro. Aclamada com hinos, flores, grãos de arroz e roupas de seda, a kumari (deusa viva) recebeu a aprovação dos padres budistas e do presidente do Nepal, Ram Baran Yadav, em uma tradição que já dura séculos e que tem laços profundos com a monarquia nepalesa, abolida em maio deste ano.

Kumari

Matani Shakya passou por um rigoroso processo de seleção.

E agora viverá em isolamento quase total até a puberdade.

Segundo a cultura, uma kumari é a encarnação da deusa Taleju. Ela é escolhida entre os dois e quatro anos de idade, sempre do mesmo clã budista. De acordo com a tradição, ela precisa ter 32 qualidades, entre elas a perfeição dentária, capilar e cutânea e nunca ter passado por nenhum tipo de doença. Não pode ter medo do escuro e seus olhos necessariamente devem ser amendoados e simétricos. Existem várias kumaris no Nepal.

Antes de escolhida, passa por um aterrorizante processo de seleção. Além de alguns rituais e estudos astrológicos, ela deve passar uma noite em um quarto, sozinha, rodeada de cabeças de bodes e búfalos sacrificados. Durante essa noite, ela deve permanecer sem chorar, tremer, pedir ajuda ou desistir.

Quando aprovada, uma kumari deve viver totalmente isolada em uma residência especial até atingir a puberdade. Não sai de seu palácio, somente em ocasiões de rituais especiais.

Rejeição

Apesar de serem adoradas e consideradas como deusas, essas crianças são afastadas do convívio com os pais, são rodeadas de duras regras e rituais e, após o término, quando menstruam, enfrentam rejeição da sociedade.

Uma lenda nepalesa diz que as ex-kumaris trazem vida curta aos seus maridos. Isso as torna rejeitadas por possíveis pretendentes.

Em 2006, a Suprema Corte do Nepal ordenou a abertura de um inquérito para apurar se a tradição kumari levou à exploração de meninas. Muitos defensores de direitos humanos têm condenado essa prática. Ela não se faz mais obrigatória, uma vez que a monarquia no Nepal teve fim em maio desse ano.
Infelizmente, essa é uma realidade do Nepal pela qual a Igreja de Jesus deve orar. Além de toda a idolatria e feitiçaria envolvida nesse processo ritualístico kumari, dezenas de crianças têm sofrido de geração em geração. Creia, Jesus é maior do que tradições e rituais! Ore por essas crianças, ore pelo Nepal!

Fonte: http://www.pesformosos.com 
Via: http://equattoria.blogspot.com/

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06 Novembro 2009

O Espírito Santo e as Missões


Por Ronaldo Lidório

Neste artigo pensaremos juntos sobre a relação do Espírto Santo com a obra missionária, a clara ligação entre Sua manifestação em Atos 2 e Atos 13 e a promoção da evangelização aos de perto e aos de longe.
Se olharmos o panorama mundial da Igreja evangélica perceberemos que o crescimento evangélico foi 1.5 % maior que o Islã na ultima década. O Evangelho já alcançou 22.000 povos nestes últimos 2 milênios. Temos a Bíblia traduzida hoje em 2.212 idiomas. As grandes nações que resistiam o Evangelho estão sendo fortemente atingidas pela Palavra, como é o caso da Índia e China, que em breve deverão hospedar a maior Igreja nacional sobre a terra. Um movimento missionário apoiado pela Dawn Ministry plantou mais de 10.000 igrejas-lares no Norte da Índia na última década, em uma das áreas tradicionalmente mais fechadas para a evangelização. No Brasil menos evangelizado como o sertão nordestino, o norte ribeirinho e indígena, e o sul católico e espírita, vemos grandes mudanças na última década, com nascimento de novas igrejas, crescimento da liderança local e um contínuo despertar pela evangelização. No Brasil urbano a Igreja cresceu 267% nos últimos 10 anos. Apesar dos diversos problemas relativos ao crescimento e algumas questões de sincretismo que são preocupantes no panorama geral, vemos que o Evangelho tem entrado nos condomínios de luxo de São Paulo e nos vilarejos mais distantes do sertão, colocando a Palavra frente a frente com aquele que jamais a ouvira antes. Há um forte e crescente processo de evangelização no Brasil.

Duas perguntas poderiam surgir perante este quadro: qual a relaçao entre a expansao do Evangelho e a pessoa do Espírito Santo ? E quais os critérios para uma Igreja, cheia do Espírito, envolver-se com a expansão do Evangelho do Reino ?

Em uma macro-visão creio que esta relação poderia ser observada em três áreas distintas, porém, interrelacionadas: a essência da pessoa do Espírito e Sua função na Igreja de Cristo; a essência da pessoa do Espírito e Sua função na conversão dos perdidos; e por fim a clara ligação entre os avivamentos históricos e o avanço missionário.


A essência da pessoa do Espírito e sua função na Igreja de Cristo.

Em Lucas 24 Jesus promete enviar-nos um consolador, que é o Espírito Santo, e que viria sobre a Igreja em Atos 2 de forma mais permanente. Ali a Igreja seria revestida de poder. O termo grego utilizado para ‘consolador’ é ‘parakletos’ e literalmente significa ‘estar ao lado’. É um termo composto por duas partículas: a preposição ‘para’ - ao lado de - e ‘kletos’ do verbo ‘kaleo’ que signfica chamar. Portanto vemos aqui a pessoa do Espírito, cumprimento da promessa, habitando a Igreja, estando ao seu lado para o propósito de Deus.

Segundo John Knox a essência da função do Espírito Santo é estar ao lado da Igreja de Cristo, fazê-la possuir a Face de Cristo e espalhar o Nome de Cristo. Nesta percepção, O Espírito Santo trabalha para fazer a Igreja mais parecida com seu Senhor e fazer o nome do Senhor da Igreja conhecido na terra.

A essência da pessoa do Espírito e sua função na conversão dos perdidos.

Cremos que é o Espírito Santo quem convence o homem do seu pecado.
O homem natural sabe que é pecador porém apenas com a intervenção do Espírito ele passa a se sentir perdido. Há uma clara, e funcional, diferença entre sentir-se pecador e sentir-se perdido. Nem todo homem convicto de seu pecado possui consciência de que está perdido, portanto, necessitado de redenção. Se o Espírito Santo não convencer o homem do pecado e do juizo, nossa exposição da verdade de Cristo não passará de mera apologia humana.

A Igreja plantada mais rapidamente em todo o Novo Testamento foi plantada por Paulo em Tessalônica. Ali o apóstolo pregava a Palavra aos sábados nas sinagogas e durante a semana na praça e o fez durante 3 semanas, nascendo ali uma Igreja. Em 1º Tess. 1:5 Paulo nos diz que o nosso evangelho não chegou até vos tão somente em palavra (logia, palavra humana) mas sobretudo em poder (dinamis, poder de Deus), no Espírito Santo e em plena convicção (pleroforia, convicção de que lidamos com a verdade).

O Espírito Santo é destacado aqui como um dos três elementos que propiciou o plantio da igreja em Tessalônica. Sua função na conversão dos perdidos, em conduzir o homem à convicção de que é pecador e está perdido, sem Deus, em despertar neste homem a sede pelo Evangelho e atraí-lo a Jesus é clara. Sem a ação do Espírito Santo a evangelização não passaria de apologia humana, de explicações espirituais, de palavras lançadas ao vento, sem público, sem conversões, sem transformação.


A clara ligação entre os avivamentos históricos e os movimentos missionários.

Se observarmos os ciclos de avivamentos perceberemos que a proclamação da Palavra torna-se uma consequência natural desta ação do Espírito. Vejamos.

Fruto de um avivamento, a partir de 1730 John Wesley durante 50 anos pregou cerca de 3 sermões por dia, a maior parte ao ar livre, tendo percorrido 175.000 km a cavalo pregando 40.000 sermões ao longo de sua vida.

Fruto de um avivamento, em 1727 a Igreja moraviana passa a enviar missionários para todo o mundo conhecido da época, chegando ao longo de 100 anos enviar mais de 3.600 missionários para diversos países.

Fruto de um avivamento, em 1784, após ler a biografia do missionário David Brainard, o estudante Wiliam Carey foi chamado por Deus para alcançar os Indianos. Após uma vida de trabalho conseguiu traduzir a Palavra de Deus para mais de 20 línguas locais e sua influência permanece ainda hoje.

Fruto de um avivamento, em 1806 Adoniram Judson tem uma forte experiência com Deus e se propõe a servir a Cristo, indo depois para a Birmânia, onde é encarcerado e perseguido durante décadas, mas deixa aquele país com 300 igrejas plantadas e mais de 70 pastores. Hoje, Myamar, a antiga Birmânia, possui mais de 2 milhões de cristãos.

Fruto de um avivamento, em 1882 Moody pregou na Universidade de Cambridge e 7 homens se dispuseram ao Senhor para a obra missionária e impactaram o mundo da época. Foram chamados “os 7 de Cambridge”, que incluía Charles Studd (sua biografia publicada no Brasil chama-se “O homem que obedecia”). Foi para a África, percorreu 17 países e pregou a mais de meio milhão de pessoas. Fundou A Missão de Evangelização Mundial (WEC International) que conta hoje com mais de 2.000 missionários no mundo.

Fruto de um avivamento, em 1855 Deus falou ao coração de um jovem franzino e não muito saudável para se dispor ao trabalho transcultural em um país idólatra e selvagem. Vários irmãos de sua igreja tentavam dissuadí-lo dizendo: “para que ir tão longe se aqui na América do Norte há tanto o que fazer ?” Ele preferiu ouvir a Deus e foi. Seu nome é Simonton (1833-1867) que veio ao nosso país e fundou a Igreja Presbiteriana do Brasil.

Fruto de um avivamento, em 1950 no Wheaton College cerca de 500 jovens foram chamados para a obra missionária ao redor do mundo. E obedeceram. Dentre eles estava Jim Elliot que foi morto tentando alcançar a tribo Auca na Amazônia em 1956. A partir de seu martírio houve um grande avanço missionário em todo o mundo indígena, sobretudo no Equador. Outro que ali também se dispôes para a obra missionária foi o Dr Russel Shedd que é tremendamente usado por Deus em nosso país até o dia de hoje.

Tendo em mente, nesta macro-estrutura, os três níveis de relação entre o Espírito Santo e as Missões, podemos observar alguns valores bíblicos sobre este tema, revelados em Atos 2, durante o Pentecoste.

O Pentecoste e as Missões

O Espírito Santo é a pessoa central no capítulo 2 de Atos e Lucas é justamente o autor sinóptico que mais fala sobre Ele utilizando expressões como “ungido” pelo Espírito, ou “poder” do Espírito ou ainda “dirigido” pelo Espírito (Lc 3:21; 4:1, 14, 18) demonstrado que na teologia Lucana o Espírito Santo era realmente o ‘Parakletos’ que viria.

O Pentecoste, dentre todas as festas judaicas, era, segundo Julius, o evento mais frequentado e acontecia sob clima de reencontros já que judeus que moravam em terras distantes empreendiam nesta época do ano longas jornadas para ali estar no quinquagésimo dia após a páscoa.

Chegamos ao momento do Pentecoste. Fenômenos estranhos aos de fora e incomuns à Igreja aconteceram neste momento e a Palavra os resume falando sobre um som como “vento impetuoso” (no grego ‘echos’, usado para o estrondo do mar); “línguas como de fogo” que pousavam sobre cada um, “ficaram cheios do Espírito Santo” e começaram a falar “em outras línguas”. Lucas fecha a descrição do cenário com a expressão no verso 4: “segundo o Espírito lhes concedia”.

Outras línguas. O texto no versículo 4 utiliza o termos eterais glossais para afirmar que eles falaram em outras glosse , línguas, expressão usada para línguas humanas, idiomas. Mas, a fim de não deixar dúvidas, no versículo 8, o texto nos diz que cada um ouviu em sua “própria língua” usando aqui o termo dialekto que se refere aos dialetos ali presentes. As línguas faladas, e ouvidas, portanto eram línguas humanas e não línguas angelicais, neste texto em particular, no Pentecoste. Mas onde ocorreu o milagre? Naquele que falou ou nos ouvidos dos que ouviram ? É possivel que tenha sido nos ouvidos dos que ouviram pois a mensagem, pregada, foi compreendida idia dialekto - no próprio dialeto de cada um. O certo, porém, é que Deus atuou sobrenaturalmente a fim de que a mensagem do Cristo vivo fosse compreendida, clara e nitidamente, por todos os ouvintes.

Em meio a este momento atordoante (vento, fogo, som, línguas) o improvável acontece. Aquilo que seria apenas uma festa espiritual interna para 120 pessoas chega até as ruas. O caráter missiológico do evangelho é exposto. O Senhor com certeza já queria demonstrar desde os primeiros minutos da chegada definitiva do Espírito sobre a Igreja que este poder – dinamis de Deus - não havia sido derramado apenas para um culto cristão restrito, a alegria íntima dos salvos ou confirmação da fé dos mártires.

O plano de Deus incluía o mundo de perto e de longe em todas as gerações vindouras e nada melhor do que aquele momento do Pentecoste quando 14 nações, ali presentes e, no meio desta balbúrdia da manifestação de Deus, cada uma – milaculosamente – passou a ouvir o Evangelho em sua própria língua.

Era o Espírito Santo mostrando já na sua chegada para o que viria: conduzir a Igreja a fazer Cristo conhecido na terra. Em um só momento Deus fez cumprir não apenas o “recebereis poder” mas também o “sereis minhas testemunhas”. A Igreja revestida nasceu com uma missão: testemunhar de Jesus.

Daí muitos se convertem e a Igreja passa de 120 crentes para 3.000, e depois 5.000. Não sabemos o resultado daqueles representantes de 14 povos voltando para suas terras com o Evangelho vivo e claro, em sua própria língua, mas podemos imaginar o quanto o Evangelho se espalhou pelo mundo a partir deste episódio. Certamente o primeiro grande movimento de impacto transcultural da Igreja revestida.

No verso 37 lemos que, após o sermão de Pedro, em que anuncia Cristo, “ouvindo eles estas coisas, compugiu-se-lhes o coração” e o termo usado aqui para compungir vem de katanusso, usado para uma “forte ferroada” ou ainda “uma dor profunda que faz a alma chorar”. A Palavra afirma que “naquele dia foram acrescentadas quase três mil almas”. O Espírito Santo usando o cenário do Pentecoste para alcançar homens de perto e de longe.

Podemos retirar daqui algumas conclusões bem claras. Uma delas é que a presença do Espírito Santo leva a mensagem para as ruas, para fora do salão e alcança apenas pelos quais o sangue de Cristo foi derramado. Desta forma é questionável a maturidade espiritual de qualquer comunidade cristã que se contente tão somente em contemplar a presença do Senhor. A presença do Espírito, de forma genuína, incomoda a Igreja a sair de seus templos e bancos. A Não se contentar tão somente com uma experiência cúltica aos domingos. A procurar, com testemunho Santo e uso da Palavra de Deus, fazer Cristo conhecido aos que estão ao seu redor.

Havia naquele lugar, ouvindo a Palavra de Deus através de uma Igreja revestida de Poder pelo Espírito Santo, homens de várias nações distantes, judaizantes, além de judeus de perto, que moravam do outro lado da rua. De terras distantes, o texto, Atos 2: 9 a 11, registra que havia “nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes-ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus”. Uma Igreja revestida da Espírito deve abrir seus olhos também para os que estão longe, além barreiras, além fronteiras, nos lugares improváveis, onde Cristo gostaria que fôssemos.

Que efeitos objetivos na construção do caráter da Igreja produziu a presença marcante e transformadora do Espírito ?

A ação do Espirito Santo não produz uma Igreja enclausurada

Esta Igreja cheia do Espírito Santo passa a crescer onde está e em Atos 8 o Senhor a dispersa por todos os cantos da terra. E diz a Palavra que, “os que eram dispersos iam por toda parte pregando a Palavra”. Vicedon nos ensina que uma Igreja cheia do Espírito é uma igreja missionária, proclamadora do Evangelho, conduzida para as ruas.


A ação do Espírto Santo não produz uma Igreja segmentada

Após a ação do Espírito sobre os 120, depois 3.000, depois 5.000, não houve segmentação, divisão, grupinhos na comunidade. Certamente eles eram diferentes. Alguns preferiam adorar a Deus no templo, outros de casa em casa. Alguns mais formais, judeus e judaizantes, outros bem informais, gentios. Alguns haviam caminhado com Jesus. Outros não o conheceram tão de perto. Mas esta Igreja possuía um só coração e alma, como resultado direto do Espírito Santo. Competições, segmentações, grupinhos, portanto, são uma clara demonstração de carnalidade e necessidade de busca de quebrantamento e entrega a ação do Espírito na vida da Igreja.

A ação do Espírito Santo não produz uma Igreja autocentrada

Certamente uma Igreja que havia experimentado o poder de Deus, de forma tão próxima e visível, seria impactada pelo sobrenatural. Porém, quando a ação sobrenatural é conduzida pelo Espírito Santo a única pessoa que se destaca é Jesus, a única pessoa exaltada é Jesus, a única que aparece com louvores é Jesus. Esta Igreja que experimentou o Espírito no Pentecoste passa, de forma paradoxal, a falar menos de sua própria experiência e mais da pessoa de Cristo. O egocentrismo eclesiástico não é compatível com as marcas do Espírito.

Creio, assim, que nossa herança provinda do Pentecoste precisa nos levar a sermos uma Igreja nas ruas (não enclausurada), uma Igreja Cristocêntrica com amor e tolerância entre os irmãos (não segmentada ou partidária), uma Igreja cuja bandeira é Cristo, não ela mesma (não egocêntrica), e por fim uma Igreja proclamadora, que fala de Cristo perto e longe. Que as marcas do Pentecostes continuem a se manifestar entre nós.

Comentário do Missionário Arildo Gomes:
Gostaria de registrar aqui que discordo em alguns pontos com o Pr. Ronaldo Lidório, como quando fala sobre as "outras línguas" de Atos 2. Entretanto, postei esse artigo porque considerei esplêndida a forma com que discorre sobre a atuação do Espírito Santo na Igreja para o cumprimento da Missão de Deus.

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30 Outubro 2009

Três pessoas andaram sobre as águas...

O primeiro foi Cristo.

O segundo foi Pedro.

O terceiro foi Ivangivaldo (esse cara da foto aí embaixo!)


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Fonte: Ly@h's blog, via Genizah.

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Cristianismo de marionetes



Por Leonardo Gonçalves, via Genizah.

Estamos vivendo na época dos crentes marionetes. Em um país onde apenas uma parcela ínfima da sociedade adquiriu o gosto pela leitura, era de se esperar que uma religião que demanda fidelidade a um livro – ainda que seja um livro sagrado – encontraria problemas para se desenvolver de forma saudável. É claro que eu conheço as estatísticas recentes que mostram o crescimento vertiginoso dos evangélicos, mas essas pesquisas também nos revelam que a maior parte desse crescimento se dá na ala neopentecostal, em meio a igrejas que exploram ao máximo a fé mística, ubandista, idólatra e xamânica do povo brasileiro – sincretizando essas religiões e condensando-as em uma forma de culto muito diferente do culto racional de Romanos 12, e que por pura teimosia insiste em serem chamadas “igrejas evangélicas”. É claro que essas crenças não passam pelo crivo bíblico, de modo que para sustentá-las não basta apenas distorcionar as palavras da Bíblia: é preciso literalmente abandoná-la para levar à cabo essa religião idólatra, utilitarista e manipuladora.

Devido à multiplicação dos chamados “movimentos contraditórios” (um eufemismo para seitas), a Bíblia tem sido conservada apenas como acessório, um adorno para o púlpito, mas a bem da verdade, uma peça sem serventia. Cada vez menos se recorre a ela para basear opiniões, de forma que até o conhecido bispo-empresário chegou ao ponto de lançar uma campanha televisiva em favor do aborto, causando gande confusão no meio evangélico. Se por um lado o telebispo foi mais longe que todos os demais, por outro lado precisamos reconhecer que ele não está só: ele fez escola. Muitos telepastores e telepregadores tem seguido os seus passos. Essa semana estava lendo acerca de um telepastor (aquele que faz chapinha, sabe?) que formou uma caravana e se dirigiu para Israel, a fim de queimar os pedidos de oração que os “fãs” enviam para o seu programa. Outro pregador, que já foi um verdadeiro militante apologista, e que batia de frente com os modismos, heresias e falácias neopentecostais, mudou de trincheira e agora defende com unhas e dentes a teologia da prosperidade, preferindo a mensagem de “Vitória em Cristo” do que aquela da “Salvação por Cristo”.

Quero deixar claro que jamais afirmei ser o dono absoluto da verdade, antes anuncio que a Bíblia é verdadeira e me oponho veementemente a esse cristianismo analfabeto. Ora, o cristianismo sem Bíblia é como um casamento sem conjuge! É nela que encontramos a ética do reino, as promessas de Deus e suas demandas, as palavras inspiradoras de Cristo nos evangelhos, a doutrina cristã sistematizada por Paulo e a mensagem apologética de Pedro e Judas. Ela é o maior documento que o cristianismo possui. Ignorar a Bíblia é ignorar os atos de Deus na história da salvação, e conseqüentemente a nossa própria história. Mas infelizmente o que vejo hoje é um cristianismo sem Bíblia, sem Cristo, sem dogma e sem mensagem salvadora. Um cristianismo consumista, capitalista, utilitário, espíritista, relativista e pragmático. Os seguidores desse cristianismo caricato são marionetes nas mãos dos lobos devoradores, sendo constantemente manipulados para o benefício dos líderes que enchem os bolsos com o dinheiro dos “fiéis”, comprando aviões de 30 milhões de dólares, construindo mansões em Campos do Jordão, ou investindo em cavalos árabes “puro sangue”. Enquanto isso, os crentes se prestam aos mais absurdos papéis: banhando-se com sabonete de arruda, participando de sessões de descarrego, fazendo despachos, comprando produtos “made in Israel” e movimentando esse marcado milionário que é a industria da iconolatria evangélica.

É assim que cresce a igreja evangélica brasileira: enferma. Ela é uma igreja obesa, com o colesterol alto e diabetes. É uma comunidade doente, mas não é a única culpada da sua saúde precária. Falharam os seus pastores em administrar-lhe uma dieta saudável, e ainda falham ao dar-lhe veneno em lugar de remédio. É verdade que a igreja evangélica está crescendo, porém esse não é um crescimento saudável.

Quando era criança, me apaixonei por marionetes. Lembro-me que no jardim de infância meus olhos brilhavam durante as apresentações do grupos de títeres. Porém, o tempo foi passando e um dia eu descobri que a voz que eu ouvia não era a voz do boneco: havia alguém escondido atrás da cortina movendo os pobres personagens sem vida. Desse dia em diante, perdi totalmente o interesse por marionetes. Os membros dessas novas igrejas são meros títeres, massa de manobra na mão dos perversos, dominadores e exploradores da fé alheia. São os lobos vorazes que manipulam os bonecos inertes a fim de satisfazer suas necessidades e seus sórdidos interesses. Nossos membros são marionetes: a voz que ouço em suas defesas “apologéticas”, definitivamente não é deles. Já ouvi essa voz antes e aprendi a reconhecer o som por detrás do boneco de madeira. Eles não podem me enganar, pois aprendi cedo (aos 5 anos de idade) a discernir a voz que comanda o sistema.

Com muita tristeza no coração, devo concordar com o amigo Leonardo. Tem apenas um detalhe que gostaria de acrescentar. Creio que hoje em dia já não é cabível chamar a igreja evangélica brasileira de "Igreja", muito menos "evangélica". A Igreja de Jesus Cristo não é isso que se apresenta na atualidade. Enquanto exista essa corja de enganadores e essa massa de manobra, como disse o Leonardo, creio piamente que a Igreja verdadeira do Senhor Jesus Cristo continua firme e inabalável ante as investidas do maligno, defendendo com muita coragem e piedade a Palavra de Deus. Nós precisamos orar mais para que Deus fortaleça ainda mais a Sua Igreja.

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27 Outubro 2009

A Armadura de César e a Panoplian de Deus


Por Ronaldo Lidório

1876. Don Capricio, bispo católico romano, ministrava a palavra inicial na convenção regional hospedada em Taranto, sul da Itália, quando afirmou que ‘A Missio Dei, pela sua supremacia bíblica, dispensa a Missão da Igreja. Somos apenas contempladores das maravilhas do Deus que faz ’. Apesar da ênfase deísta gostaria de, após 122 anos, contestar esta proposta eclesio-missiológica que apoderou-se etogenicamente da nossa consciência cristã pós moderna. A Igreja não é um membro contemplativo do Reino de Deus, excluída da Missio Dei e chamada a ser exangue, alienada, sem vida e sem paixão. Ela é parte do Projeto de Redenção escrito pelo Senhor para a salvação de todo aquele que crê.

Don Capricio entretanto não se distancia muito da errática tendência cristã atual que tenta incluir-se nas bênçãos do evangelho e auto excluir-se de sua prática: a anti bíblica vontade de ver a terra arada sem por as mãos no arado.

Revestida de Autoridade. Mas para que ?

1a Cena: Lucas 11:21,22 expõe sobre o “valente” – (‘ischuros’: alusivo a Satanás) – o qual “bem armado” – (‘kathoplismenos’: pronto para guerrear) guarda a sua própria casa mantendo suas posses em segurança quando surge então o “mais valente” – (‘ischuroteros’: o próprio Jesus), o qual luta e derrota o inimigo e tira-lhe a “armadura” (‘panoplian’: proteção) na qual confiava passando a dividir os despojos.

2a Cena: Efésios 6:12,13 enfatiza que a nossa luta não é contra “sangue e carne” (‘aima kai sarka’: o conjunto das tendências humanas) mas sim contra toda uma nefasta manifestação espiritual do mal tais como “principados” (‘archas’: tiranos que se auto nomeiam príncipes); “potestades” (‘exousias’: forças de combate) e “dominadores deste mundo tenebroso” (‘kosmokratoras’: estrategistas do mal); e logo após exorta-nos a tomar a “armadura”(‘panoplian’: proteção) de Deus para termos vitória até no dia difícil.

Lucas 11 e Efésios 6 são os dois únicos textos onde “armadura” (Panoplian) aparece no Novo Testamento neste sentido. Panoplian entretanto não se refere a uma simples armadura. No contexto romano soldados comuns usavam ‘armaduras’ (‘elekoi’) para proteção, forjadas de metal que cobriam parte do corpo do guerreiro. Porém Panoplian refere-se a armaduras usadas por oficiais com o brasão do Imperador que além da proteção indicavam a autoridade daqueles que representavam ali os interesses do Império. É fácil imaginar que esta marca de autoridade possuía mais que um objetivo simbólico. Em meio ao afã da batalha o brasão do Império lembrava porque estavam ali. Inspirava. Indicava o caminho. Concedia um motivo pelo qual lutar, ou morrer. Mas, acima de tudo, trazia sobre si todo o peso da própria pessoa do Imperador e a letalidade do seu Império. Levantar uma espada contra um oficial de César seria uma afronta ao próprio César pois por César havia sido enviado. Residia aí toda a raiz de autoridade e confiança dos que vestiam a Panoplian de César numa guerra romana.

Em Lucas Jesus retira a Panoplian do Diabo para revestir a Sua Igreja da Panoplian de Deus em Efésios. Como um povo revestido da autoridade de Deus precisamos entender que tudo o que somos bem como a vitória que temos baseia-se unicamente na pessoa do Rei. Enquanto Deus for Deus a Igreja será Igreja, com autoridade e poder.

Estes dois textos chamaram-me a atenção quando traduzia o livro de Lucas para o Limonkpeln, um dos dialetos Konkombas e, após realizar a primeira prova de leitura para os líderes nativos da nossa igreja em Koni, um deles perguntou-me: “temos autoridade do Senhor em nossas vidas porque Jesus venceu. Isto eu entendo. Mas autoridade para que ? Em nossa cultura somente revestimos alguém com a autoridade do chefe quando ele é enviado a uma missão especial como adentrar uma aldeia inimiga, representar o seu povo no ‘nyuinn’ (uma festa para guerreiros de todas as aldeias da região) ou quando alguém, durante um conflito tribal, vai até a terra rival dar uma mensagem de paz. Quem não corre riscos não precisa de autoridade”. Era um presbítero, representante de um povo até quatro anos atrás totalmente intocado pelo evangelho que, mesmo sabendo apenas os rudimentos da Palavra, percebia que a autoridade do Senhor sobre a Igreja tem um objetivo: proclamar o Reino de Deus; e assim perguntava: “autoridade para que ?”


Para chamar, até a última fronteira

A Igreja do Senhor Jesus foi chamada a exercer, e não contemplar, sua autoridade. Fomos revestidos da Panoplian de Deus não para nos tornarmos um corpo fechado em si próprio residindo em terra firme, mas para uma Missão como forasteiros e peregrinos em lugares incertos. A Palavra nos incita a arar, salgar, iluminar, transformar, proclamar, instar, pregar a tempo e fora de tempo tanto aos de perto quanto aos de longe, chamar até à última fronteira. Precisamos desregionalizar a Igreja e o compromisso com o evangelho, e para isto é necessário sacramentalizarmos mais os santos e menos os templos. Missões não pode ser um programa eclesiástico – é a forma de viver da Igreja.

A Palavra expõe que “muitos são chamados e poucos escolhidos ”. As vezes creio que é necessário discutirmos menos sobre a Missão de Deus – escolher – e exercermos mais fidelidade sobre a Missão da Igreja – chamar. E chamar com autoridade tanto os de perto quanto os de longe. É certo porém que há muito o que chamar.

Longe. Há ainda em nossos dias cerca de 8.000 PNAs (Povos Não Alcançados), 300 milhões de aborígenes que nada sabem de Jesus (e isto é quase o dobro da população de todo o Brasil), mais de 300 ilhas onde mais de 90% de seus habitantes nunca receberam sequer um testemunho do evangelho de Cristo e 4244 línguas sem sequer João 3:16 traduzido em seu idioma. No norte africano e mundo oriental há em média apenas 1 missionário para cada 7 milhões de habitantes, em diversos países mais de 200 grupos nômades permanecem ainda intocados pelo evangelho e apenas ao meu redor, entre os Konkombas, posso nomear pelo menos 40 aldeias com uma população total de 50.000 pessoas que nunca, sequer uma só vez, ouviram o nome Jesus. É necessário chamar.

Perto. Em nosso Brasil somos chocados por uma causticante calamidade social a partir da nossa esquina, necessidade de um puro evangelismo que contraste com o apelo superficial visto em tantos lugares, o espiritismo avançando sem alarde, as drogas avançando com estrondo, a necessidade de convencer os crentes a abrirem suas bocas para falar do Deus vivo. Um pouco mais a parte, longe das grandes cidades, encontramos neste país onde o evangelicalismo se fortalece nas igrejas e sociedade, ainda mais de 100 tribos indígenas totalmente intocadas pelo evangelho. É necessário chamar.


Em Santidade de vida

Voltando ao Brasil em 1996 após 3 anos na África vi pela primeira vez em Belo Horizonte um outdoor com uma expressão que intrigou-me: “Está amarrado”, e um laço ao redor. Pensei tratar-se de um rodeio. Mais a frente, no vidro traseiro de um ônibus urbano surgiu a frase completa: “Está amarrado em nome de Jesus”. Imediatamente percebi que não se tratava de um rodeio evangélico. O pastor ao meu lado explicou-me pacientemente: “É uma expressão de autoridade contra a influência demoníaca”. Até chegarmos à igreja onde falaria sobre Missões fiquei a pensar no fundamento da autoridade cristã e é necessário nesta altura afirmar que, apesar da autoridade cristã em uma perspectiva bíblica basear-se em nossa identidade, quem somos em Cristo, seria uma hipocrisia nos modelos do evangelho usarmos de autoridade espiritual para “amarrarmos” qualquer força maligna no mundo que vivemos – incluindo a atuação missionária local ou transcultural - se não nos dispomos a primeiramente “amarrar” o pecado carnal que controla a nossa vida.

A autoridade cristã baseia-se naquilo que somos e naquilo que somos chamados a ser: nação santa. É necessário desassociarmos a Panoplian, autoridade de Deus, da figura única de uma Igreja lutando face a face com o Diabo. A Panoplian de Deus antes de mais nada deve ser exercida quando nos trancamos em nossos quartos, confrontamos a nossa fé com aquilo que experimentamos em nossas vidas, tratamos o pecado como pecado, choramos as lágrimas amargas do pecador, somos perdoados, transformados, nos renovamos no Senhor, o Espírito Santo aponta o caminho, seguimos, saímos do quarto novos e limpos outra vez. Somente uma Igreja santificada em seu quarto alcançará os homens no mundo.

Antes de servir para expor o evangelho de Deus, a Igreja foi revestida de autoridade para ser santa, fiel e viver toda a plenitude do evangelho. Não somos abages gauleses sujeitos às intempéries dos astros. Somos servos de um Deus que sabe o que quer. E ele quer usar um povo que seja santo.


Contra Principados e Potestades

A Palavra diferencia o “Império das trevas” e “Reino da luz” onde Império pressupõe um poder imposto, usurpado e mantido pela tirania enquanto Reino retrata um poder reconhecido e legitimamente instalado. Efésios 6:12 expõe que a raiz da luta na qual estamos inseridos não é contra as expressões humanas mas sim contra as raízes malignas. Pinta-nos o quadro do Império satânico: a guerra pela ilegítima possessão daquilo que nunca lhe pertenceu: o coração do homem.

Três anos atrás estava evangelizando uma nova área entre a tribo dos Konkombas, ao norte de onde estamos, em uma região na época totalmente isolada e remota chamada Molan. Após um culto pela manhã conversava com os recém-convertidos quando subitamente um homem possesso veio ao nosso encontro. Labuer, um dos presbíteros da igreja em Koni, levantou-se dizendo para continuarmos que ele lidaria com o assunto. Levantei-me surpreso quando, atônitos, percebemos que aquele homem não estava falando em Limonkpeln, o dialeto Konkomba da região. Aproximei-me e ele passou a falar comigo em um belíssimo inglês com sotaque britânico. “Em que língua ele está falando ?” – perguntavam todos ao redor. “Em Likal” – respondi. Likal para os Konkombas é a língua do Ukalja – homem branco – e era nestes dias totalmente desconhecida na região de Molan. Aquele homem olhou para mim e lançou-me duas perguntas: “Você pensa ser o único que estudou teologia ? Você pensa ser o único que estudou grego ? Eu também entendo de teologia e grego !”

Após uma palavra de autoridade o homem foi liberto e fomos à sua palhoça orar por ele e sua família. Sentado entretanto na canoa de volta para Koni fiquei a pensar. O demônio que falava inglês britânico conhecia até mesmo minha formação teológica e lingüística. Veio à minha mente Efésios 6: 12, os “dominadores deste mundo tenebroso” – ‘Kosmokratoras’.

Kosmokratoras é um termo grego que se refere a grupos de estrategistas helênicos que reuniam-se durante épocas de guerra, sentados em uma mesa redonda, com o objetivo de estudar as informações e traçar planos de sabotagem contra o exército inimigo. O Espírito Santo decidiu usar esta mesma palavra, Kosmokratoras, para seres espirituais a qual foi traduzida pomposamente como ‘dominadores deste mundo tenebroso’ em português e que aponta para um grupo de seres malignos o quais, cientes da situação do inimigo (no caso o Reino de Deus) traçam planos de sabotagem contra a Igreja que avança.

Funcionalmente Kosmokratoras expõe um grupo maligno organizado contra a expansão do evangelho e não um grupo desatinado de demônios voando aleatoriamente para todos os lados em atitudes impensadas. Porém até mesmo neste quadro temos a Panoplian de Deus sobre nós.

Neste contexto seria fácil cairmos na tentação de espiritualizarmos toda a Missão da Igreja, entretanto o verso 20 coloca novamente os nossos pés no chão: Paulo preso, em prisão humana, almejando tão somente abrir a sua boca e falar a outros do evangelho de Cristo. Lembra-nos que nossa luta não é contra o sangue e a carne mas é pela libertação do sangue, carne e espírito que lutamos, para a glória de Deus.

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Entrevista: RONALDO LIDÓRIO



Raio de Luz entrevista Ronaldo Lidório




Como foi sua experiência com a Igreja perseguida no Peru?



A Igreja Quechua no Peru impactou minha vida de maneira profunda em 1991. O contexto no qual viviam cerca de uma década atrás era de tremenda opressão terrorista. Vários pastores e líderes haviam sido mortos e uma onda de agressão dominava as regiões de Huancayo, Ayacucho e outras áreas por onde passamos. Mas a Igreja amava a Jesus até a morte e isto desafiou-me profundamente. Vi pequenas congregações reunidas com as portas fechadas e cantando aos susurros para não serem descobertos pelo grupo terrorista Sendero Luminoso, pastores viajando dias e arriscando suas vidas para darem uma palavra de encorajamento ao rebanho e um povo que canta o Salmo 23 (Dios Taytallay – ‘O Senhor é o meu pastor...”) como ninguém. Em um dos cultos sentei-me ao lado de uma senhora que contou-me haver se convertido devido ao testemunho do senhor Gonçalez, um idoso evangelista, que após ser torturado em 1989 embaixo de uma árvore, ter suas pernas e braços quebrados, gritava até a morte em alta voz: “A igreja de Jesus continuará caminhando”. Ela, ouvindo este testemunho, correu até a igreja e entregou-se ao Senhor. Jesus sem dúvida está contruindo a Sua Igreja na terra e os Quechuas são um testemunho vivo disto.



O que é Missões?

É um movimento salvífico e kerygmático que parte do coração e da volição de Deus, revelado nas Escrituras, onde o Evangelho é prometido, no Messias, a todas as pessoas em todas as etnias espalhadas pelo mundo. Portanto é um movimento de Deus. Eu poderia dizer que tem como principais elementos:

1. O sacrifício do Cordeiro o qual “com o seu sangue comprou, para Deus, homens que procedem de toda língua, tribo, povo e nação”;
2. O ‘dunamis’ do Espírito derramado sobre a Igreja em Atos que a capacita a comunicar esta Palavra revelada;
3. O amor do Pai que a cada dia tenta nos comunicar que “uma alma vale mais que o mundo inteiro”;
4. E a ação da Igreja como comunidade propagadora desta mensagem que salva a todo aquele que crê.

O cerne da obra missionária, portanto, não é a visão do mundo mas sim a submissão a Deus.




Como o senhor vê a diferença entre o que se fala e o que se faz sobre missões na Igreja de hoje?



A Igreja, de forma geral, tem entendido bem os princípios bíblicos que motivam a visão missionária, e isto é extremamente positivo. Hoje já se entende que é preciso falar de Cristo tanto perto quanto longe, que a prioridade da Igreja deve ser a prioridade de Deus e que a Igreja é uma comunidade funcional, precisa fazer diferença na terra. Entretanto há ainda um caminho a andar. Ainda vemos a força missionária brasileira no mundo indígena continuar numericamente a mesma desde uma década atrás; percebemos que o processo de cooperação entre denominações e Agências missionárias em áreas com fortes barreiras ao evangelho ainda é muito lento e há uma gritante necessidade de entendermos que o caráter é mais importante que a habilidade pois a grande parte dos problemas missionários que temos, dentro ou fora do campo, surgem a partir de uma vida distante de Deus e não da falta de conhecimento acadêmico.




A igreja brasileira é de fato um celeiro missionário, como temos tantas vezes ouvido? Se é, quais as implicações disso?



Não creio que sejamos ainda um celeiro missionário para o mundo. A visão e a seriedade missionária crescem em nossas igrejas e louvamos a Deus por isto, mas há barreiras vivas para que nos tornemos uma nação tipicamente missionária. Para citar apenas três:
- Vivemos no Brasil uma tendência eclesiástica de enfatizar mais o ministério humano do que a glória de Deus o que obscurece a nossa real motivação para fazermos missões;
- Temos também vivido um Cristianismo mais contemplativo do que prático mas estamos experimentando boas mudanças ao meu ver;
- Mas principalmente sinto falta que os pastores locais preguem mais sobre a obra missionária em suas próprias igrejas. Vejo a importância do testemunho missionário, das conferências anuais com preletores especiais, dos slides e filmes e também do momento informativo e ofertas entretanto a Igreja Brasileira não será um celeiro missionário para o mundo até que os pastores locais passem a expor a Palavra ao próprio rebanho de que esta é a visão de Deus.




Qual o fator determinante para a Igreja realizar missões? O que impede essa ação?



Conheço uma pequena igreja entre a tribo Bassari no Togo, África, que decidiu viver como Jesus. Passaram a dar ênfase à oração, santidade de vida e priorizar o que é importante para Deus, especialmente a comunhão e louvor. Em pouco tempo sentiram-se atraídos por uma outra grande aldeia Bassari onde não havia nenhum convertido. Em um dos cultos dois homens foram despertados pelo Senhor e decidiram se mudar para lá. A igreja comprometeu-se com eles. Após três anos aquela aldeia estava toda rendida ao pés de Jesus. Até onde sei é algo único no oeste africano. Aquela comunidade, mesmo sem ter o termo “missões” em sua própria língua, era uma comunidade missionária. Ou seja, o fator determinante para se fazer missões é o mesmo para se cumprir qualquer outro mandamento bíblico: estar submisso a Deus e andar na visão do Senhor.




O senhor fala no livro “Igreja: uma comunidade missionária” em “Viver de acordo com o que cremos”. Será que por causa da influência da teologia da prosperidade temos visto Deus como aquele que deve nos atender e nos servir e deixamos de viver a cruz de Cristo, ou melhor, morrer por Ele?



Creio que a Bíblia revela-nos grandes verdades mas é preciso equilibrá-las na cruz de Cristo. A prosperidade é um assunto bíblico como também o é o sofrimento. Quando os extremos distorcem a verdade isto torna a Igreja menos capaz pois dependemos da Palavra de Deus para viver. Quando afirmo que devemos “viver de acordo com o que cremos” tento enfatizar que o nosso problema, muitas vezes, não é a ausência do credo bíblico. Na verdade cremos em muitas coisas como a salvação em Cristo, o amor de Deus por todos os homens, o poder do Espírito sobre a Igreja, a necessidade de comunicar o evangelho e a comunhão entre os santos. O grande dilema que enfrentamos é como traduzir esta nossa fé para a vida diária e é justamente aí que nascem os paradoxos. Mas este é um caminho pelo qual percorreremos durante toda a nossa vida e por isto dependemos da graça, misericórdia e tolerância de Deus sobre nós. É necessário ir em frente.



O senhor disse “Não creio em um despertamento missionário sem quebrantamento espiritual”. O que isso significa?



Fazer missões é cumprir um mandamento bíblico e sem dúvida não conseguiremos fazê-lo sem submissão ao Senhor. Os grandes movimentos missionários na história como a Igreja Nestoriana no oriente e a Moraviana no ocidente passaram por um quebrantamento espiritual que os levou a desejar viver como Jesus antes de serem impactados por uma profunda compaixão pelo mundo perdido. E quando chegou o momento aqueles homens e mulheres estavam dispostos a viver e morrer por Ele. Como afirmou o conde Zinzendorf: “Só tenho uma paixão: Ele”. Não podemos divorciar nosso apelo missionário de uma pregação por santidade de vida. Creio que teólogos e missiólogos nos indicarão o caminho mas apenas uma Igreja cheia do Espírito Santo alcançará o mundo sem Cristo.



Como é a batalha espiritual em missões?



Efésios 2 ensina-nos que, na nossa caminhada cristã, lutamos como o mundo, a nossa própria carne e o diabo, que recebe ali o título de “príncipe da potestade do ar”. A batalha contra as forças espirituais portanto é apenas parte da guerra, pois nem tudo é demoníaco. Assim sendo precisamos, antes de mais nada, de muito discernimento espiritual na obra missionária pois é preciso tratar o ataque espiritual como ataque espiritual, o pecado como o pecado e o mundo como mundo.
Tendo isto em mente podemos ver que, como a expansão da Igreja de Cristo na terra é visão de Deus, o diabo fará tudo aquilo que puder para tentar enfraquecer esta expansão, ou distorcê-la, e para que isto aconteça é necessário que ele trabalhe especialmente na fonte da agência que propaga a mensagem: a Igreja. Temos a tendência de crer que as manifestações sobrenaturais diabólicas formam a linha de frente no seu ataque à Igreja. Mas há o ataque sutil que destrói a auto-estima, que corrompe o relacionamento entre o casal, fomenta a mentira, incita ao suborno e enche a mente do que não edifica. Ataques como este podem devastar uma família na frente missionária sem grandes alardes. Na vida cristã é preciso renovar a cada dia nosso compromisso com Deus.




Até que ponto as estratégias de crescimento e alcance podem determinar os resultados do trabalho missionário?

As estratégias de alcance fazem parte da nossa responsabilidade cristã e não asseguram um bom resultado pois tanto na obra missionária como na vida cristã estamos debaixo da soberania de Deus. Podemos plantar e regar mas o crescimento vem do Senhor. E o Senhor usa tanto a eloquência de Paulo como o coração apaixonado de Pedro. É preciso também lembrar que não devemos definir missões em termos de resultados mas sim de fidelidade. Ou seja, somos tomados positivamente pelo desejo inerente de ver a obra avançar, a igreja crescer e pessoas se renderem ao Senhor Jesus. Contudo somos chamados primariamente para uma vida bíblica, que cumpre a vontade de Deus e vive para a Sua glória. E muitos viveram assim sem colher os frutos do seu trabalho.




O senhor acha que a era da Comunicação de Massa influencia nossa maneira de ver as pessoas e suas necessidades a ponto de nos determos mais em números e estruturas?

A comunicação de massa foi necessária no passado e é ainda mais necessária em nossos dias pelos grandes números populacionais com os quais lidamos. Entretanto é certo que não podemos cair no processo de massificação descrito por Renuè onde “cada homem se tornará um número e um povo será uma nota de rodapé”. Há no mundo hoje 279 “mega-línguas”, ou seja, línguas faladas por mais de 1 milhão de pessoas. O filme Jesus já foi visto por mais de 2 bilhões de pessoas traduzido para mais de 50 idiomas. Das 6528 línguas vivas no mundo mais de 4000 ainda permanecem sem a Palavra traduzida.





Como a globalização afeta a igreja e sua tarefa de fazer missões?

Eu diria que a globalização influencia a obra missionária em alguns aspectos:
1. Temos maior acesso à informação e isto coopera muito com o mapeamento missionário. Assim já sabemos quem são os não alcançados e onde eles vivem. A próxima tarefa é definir como alcançá-los.
2. O mundo ganhou maior mobilidade social. Desta forma podemos encontrar centros urbanos como Dakar com mais de 250 etnias representadas. É o que podemos chamar de ‘caldeirão étnico’. A atual tendência populacional será a concentração étnica em grandes centros urbanos e isto mudará nossa forma de alcançá-los dentro de 20 anos.
3. Os missionários passaram a se locomover entre ministérios e campos com mais rapidez. Em Gana, onde trabalhamos, os missionários até 30 anos atrás traziam seus caixões quando chegavam ao país pois planejavam viver e morrer ali. Hoje o missionário tende a trabalhar mais em equipes e passar, em média, não mais de 4 anos em cada campo.
4. Mesmo em grupos tradicionalmente isolados há crescente interesse pelo mundo exterior. Assim o ensino do inglês como língua franca mundial, por exemplo, pode abrir portas para o evangelho em países islâmicos.
5. A Internet levantou uma grande expectativa no processo de evangelização em países ainda fechados. Entretanto, pela própria estrutura aberta e vasta, tem sido difícil usá-la como um instrumento preciso e ainda há muitas limitações.
6. Mas há também influências negativas como a massificação, o culto à personalidade, a atração por quaisquer métodos (bíblicos ou não) que atraiam grande público e o início de uma era onde o pastoreio do crente perde o apelo.

VISITE: http://www.ronaldo.lidorio.com.br
Via: http://veredasmissionarias.blogspot.com/

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21 Outubro 2009

"A tarefa suprema da Igreja é a evangelização do mundo"


“A tarefa suprema da Igreja é a evangelização do mundo”.
Oswald Smith


Você já parou para pensar em quem é o maior interessado na EVANGELIZAÇÃO DO MUNDO? Seriam os missionários transculturais? As agências missionárias? Os pastores? Cada crente em Jesus?


Aprendemos com a Bíblia Sagrada que o maior interessado na evangelização do mundo é o próprio DEUS. O texto bíblico em João 3:16 (NVI) diz: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. O amor de Deus pela humanidade foi o ponto de partida para toda a obra de redenção que Ele mesmo providenciou desde a fundação do mundo (Ap 13:8).

Não é a igreja, nem os obreiros, os pastores ou os líderes os mais interessados em fazer com que as pessoas perdidas e sem esperança de vida eterna se tornem participantes efetivas da graça, do perdão e das bênçãos divinas. Tudo isso parte do próprio Deus.
É Ele quem gera dentro de nós o desejo de evangelizar as almas perdidas. É ele quem nos impulsiona, nos encoraja e nos garante os meios para que essa obra divina seja executada com sucesso. Nunca se esqueça disso: O maior interessado na evangelização do mundo é o próprio Deus.

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” Jo 3:17.

Se o maior interessado na evangelização do mundo é o próprio Deus, então por que nos importarmos com isso? Nós não poderíamos ficar esperando que Deus fizesse o seu trabalho e nos deixasse apenas desfrutando dos seus agrados? A essa pergunta a Bíblia também responde. Acompanhe comigo os seguintes textos:

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado...” Mt 28:19-20

Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. Mc 16:15-16

Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”. Jo 20:21

Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. At 1:8

Percebeu?
Na Bíblia, nos trechos que lemos, Deus, inspirando cada escritor a registrar tais palavras, usa alguns verbos na sua fala, o que indica ação, tomada de atitude. Se preferir, releia cada texto com cuidado e você encontrará expressões que dizem sobre: Ir, fazer, batizar, ensinar, pregar, enviar e testemunhar.

Precisamos nos importar, sim, com a obra de evangelização do mundo porque, entre outros motivos, é uma ordem de Jesus. Fazer discípulos não é uma opção que cada crente pode escolher entre fazer e não fazer, isso é impossível! É algo de que não podemos fugir, nem nos esconder.

Ao fim de sete dias a palavra do Senhor veio a mim: ‘Filho do homem’, disse ele, ‘eu o fiz sentinela para a nação de Israel; por isso ouça a palavra que digo e leve a eles a minha advertência. Quando eu disser a um ímpio que ele vai morrer, e você não o advertir nem lhe falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos para salvar a vida dele, aquele ímpio morrerá por sua iniqüidade; mas para mim você será responsável pela morte dele. Se, porém, você advertir o ímpio e ele não se desviar de sua impiedade ou dos seus maus caminhos, ele morrerá por sua iniqüidade, mas você estará livre dessa culpa’”. Ezequiel 3:17-19

Quando nos referimos a evangelização do mundo, estamos falando da Missão de Deus em mostrar ao mundo que Ele, por Seu amor, “... estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados...” (II Co 5:19), trazendo assim salvação a todo aquele que crer.

O próprio Jesus quando veio à Terra como homem, percorria as cidades e povoados anunciando as boas-novas de salvação a todas as pessoas que encontrava. “... começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” Mt 4:17

Essa missão passou a ser nossa (da Igreja) a partir do “Ide” de Jesus! (Mt 28:19; Mc 16:15; Jo 20:21; At 1:8)

Você alguma vez já ouviu falar da Grande Comissão? A Grande Comissão é isso: Uma missão compartilhada.
É quando Deus, em Sua plena soberania, compartilha conosco Sua missão de salvar o mundo.

Finalmente, precisamos entender que a evangelização do mundo não deve ser um peso para aqueles que estão em Cristo; mas cumprir a Missão é na verdade um grande privilégio que Deus confiou apenas a nós, a Sua Igreja.
Portanto, não se cale. Aprenda mais sobre como você pode cumprir a suprema tarefa da Igreja que partiu do coração de Deus para o mundo.

Em breve, mais textos sobre o assunto. Deus lhe abençoe!

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15 Outubro 2009

"Muitos adolescentes, velhos, e até casados são dependentes da pornografia", diz pastor Edmilson Mendes


"Muitos adolescentes, velhos, e até casados são dependentes da pornografia", diz pastor Edmilson Mendes
Em evento dirigido aos jovens, o líder tratou a comercilização do sexo, a pornografia e o homossexualismo

Por Juliana Simioni - www.guiame.com.br

No último fim de semana, o pastor Edmilson Mendes, da Igreja Adventista da Promessa em Campinas (SP), ministrou palestra sobre sexualidade com o tema "Geração que Assume". A apresentação fazia parte do Encontro Nacional Geração Metanoia, evento dos jovens adventistas da promessa que foi realizado em Sumaré (SP) nos dias 9, 10 e 11 de outubro.

Logo no começo da palestra, o pastor pediu para os jovens imaginarem uma pessoa feia. "Imagina uma menina vesga, faltando dois dentes e cabelo bagunçado. Aí aparece um rapaz, se diz seu noivo e diz que vai cuidar dela, fazer nascer dentes, ajudar a deixar de ser vesga, melhorar o cabelo e que vai amá-la. E esse dia está próximo, o Cordeiro está vindo buscar sua noiva", afirmou.

Edmilson citou a carta ao jovem Timóteo, na qual o Ap. Paulo pede para que o jovem fuja dos desejos da mocidade. "Se Timóteo precisava ouvir isso, eu preciso e a igreja também precisa", disse ele, evidenciando que sentir desejos sexuais é comum a qualquer pessoa.

Comercialização do sexo

O pastor mostrou fatos verídicos que provam a prática da comercialização do sexo. O primeiro caso foi o de Aline Percea, jovem romena de 18 anos que leiloou sua virgindade na internet por cerca de 30 mil reais e após consumar a relação, afirmou ter valido a pena, pois isso a havia ajudado em seus estudos.

Outro exemplo dado pelo pastor foi o de uma campanha do governo da Inglaterra, que publicou em 2009 livreto planejado para distribuição em escolas públicas. A campanha dizia: 'Um orgasmo por dia mantém você longe do hospital'. Segundo pastor, em média, 40 mil jovens engravidam por ano na Inglaterra. "Mesmo assim, o governo estimula a busca por novas formas de alcançar o orgasmo e o prazer", lamentou o pastor.

Pornografia e internet

Kirk Franklin, famoso cantor do meio gospel, foi lembrado por Edmilson Mendes por ter assumido em rede nacional americana, em 2006, que sofria com o vício da pornografia. "Muitos adolescentes, velhos e até casados são dependentes da pornografia. O acesso a ela é muito fácil, basta um clique", alertou o líder.

Mendes 'abriu os olhos' dos jovens para que fujam desse tipo de desejo. "Não está certo. É o sexo de uma forma digital e egoísta, sendo que o sexo foi feito para complementar duas pessoas", expôs.

Homossexualismo

"A lei da homofobia está em votação e logo mais será aprovada", disse Mendes, referindo-se ao projeto de lei que propõe a criminalização dos preconceitos motivados pela orientação sexual, a homofobia, ou medo ou aversão a homossexuais.

O pastor mostrou aos jovens uma pesquisa realizada nas escolas públicas brasileiras. A pesquisa perguntava aos alunos, funcionários, e professores, se eram a favor ou contra o homossexualismo. 87% dos entrevistados responderam ser contra. "Mas a mídia não fala a verdade, ela distorce dizendo que essas pessoas são homofóbicas", disse ele.

Mendes destacou a nova expressão utilizada para abordar a relação entre homossexuais: relação ou união homoafetiva. O pastor expôs que não julga correta a expressão, e apontou também que possui relações afetivas com outros homens, o que não representa homossexualidade. "Eu amo meu pai e ele também me ama, a diferença é que eu não quero transar com meu pai e nem ele comigo", explicou.

Outra orientação sexual citada pelo pastor e contrária à vontade de Deus é o bissexualismo. Ele comentou sobre a prática do sexo grupal na qual os casais são bissexuais, ou seja, sentem atração e desejo pelos dois sexos. "O amor é seletivo. Deus deu um para o outro", apontou.

Sexualidade na igreja

Edmilson Mendes alertou os jovens sobre o risco dos pecados sexuais 'dentro da igreja'. "Para tropeçar bastam os pés, as miseráveis pedras cada um leva dentro de si", disse. O líder enfatizou citando a passagem de Eclesiastes 11:9 - 'Anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos: sabe, porém, que por todas estas cousas te trará Deus a juízo'.

"Fugir não é fácil!", exclamou o pastor ao falar dos desejos da mocidade. Ele lembrou a história de José, traído e vendido por seus irmãos a Potifar, homem casado com uma mulher que queria relacionar-se sexualmente com José.

"Eu fico imaginando a mulher de Potifar tentando seduzir José. "Zézinho, tenho sonhado com você, esse seu jeito hebreu mexe comigo", brincou Mendes, que completou: "fugir também tem um preço, pois José resistiu e foi preso".

Mendes comentou que tolerância é a palavra da moda. "Hoje existe tolerância com tudo, menos com a fé cristã, aí somos fundamentalistas e quadrados [...] mas você pode juntar forças para aguardar o momento certo", completou.

Dependência

O pastor disse aos jovens que eles têm que ser dependentes de Deus, pois não adianta tentar fugir dos desejos sozinho. Ele contou a história de uma garota de 15 anos que foi seqüestrada em Indaiatuba (SP) e agredida com tapas e socos por dois homens, que quando viram que ela estava morta, a jogaram sobre a ponte do Rio Capivari. "Mas ela não estava morta, só se fingiu, e os dois homens eram seu ex-namorado e o tio do ex-namorado", contou ele.  No acontecido, a mãe da garota era contra o namoro, por isso a filha resolveu fugir com o namorado.
 "Ela queria independência e fugiu para a liberdade. Desobedeceu aos pais e se entregou a uma aventura", disse Mendes, citando a garota que foi salva por um milagre. "Desejos e carnalidades te tiram do foco e te afastam do caminho e da busca por Deus. Se jogue nas garras de Jesus Cristo, Ele vai te segurar e te sustentar", concluiu.

Em entrevista ao Guia-me, o pastor Edmilson afirmou que tratar o assunto com humor ajuda. "Eu acho que o humor cabe em qualquer lugar, não só para falar de sexo, até porque na Bíblia é possível encontrar muitas situações engraçadas. Algumas pessoas já leem a Bíblia de uma forma piedosa, mas a Bíblia tem muito humor. 
 Coisas que a gente lê e pensa: 'Poxa, isso deve ter sido muito engraçado'. O riso é inerente ao ser humano. Deus deu o sorriso para nós, então eu entendo que o humor bem equilibrado, bem calculado e ajudando na verdade que você quer passar, cabe em uma palestra, pregação, aconselhamento e em qualquer situação".

Fonte: Guia-me

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07 Outubro 2009

Frases Missionárias

Por que alguém deveria ouvir do evangelho duas vezes, quando há pessoas que não ouviram nenhuma vez. Oswald Smith


Contribua de acordo com a sua renda para que Deus não transforme a sua renda de acordo com a sua contribuição. Peter Marshall

Coloque missões em primeiro lugar e Deus dará as coisas necessárias. Edison Queiróz

Uma igreja pode considerar-se missionária quando investe mais de 50% de suas finanças em missões transculturais, pois a Bíblia diz que onde está seu tesouro aí está seu coração. David Botelho

Nós somos imortais até que cumpramos a tarefa a nós encomendada. James Frazer - missionário numa das regiões perigosas da China

É raro ver o sustento de pastores locais ser cortado ou diminuído, mas isto é comum na vida de missionários. É isto justo? David Botelho

É inconcebível imaginar que pastores locais devem ser desafiados para missões transculturais quando isto é ordem de nosso Senhor Jesus. David Botelho

Quem não ama missões transculturais deve começar a duvidar de sua salvação, pois é o diabo que odeia o término da tarefa da evangelização mundial, pois isso significaria o fim de sua obra na terra. David Botelho

Uma igreja não existe para si mesma, mas sim para o mundo. George Carey

Se você acredita no que você gosta no Evangelho e rejeita aquilo que quiser então você não acredita no Evangelho mas em si mesmo. Santo Agostinho

Uma igreja que não prega e envia pessoas para missões transculturais não está cumprindo plenamente o Evangelho de Jesus. Fred Nuckley

Obediência parcial às palavras de Jesus ainda é desobediência – precisamos ir nós mesmos ou então enviar pessoas para os "confins da Terra". Fred Nuckley

Se entusiasme com missões mundiais, pelo amor de Deus! Fred Nuckley

Eu o desafio para adquirir a visão da "Grande Colheita" e ver como Jesus poderá mudar sua cosmovisão e o futuro dos povos. Fred Nuckley

Vida com Jesus é eterna e cheia de felicidade, mas vida sem Jesus é morte e sofrimento – que direito você tem de guardar esse dom para si mesmo diante de 96% da população mundial que ainda não O conhece? Fred Nuckley

Jesus não chama os capacitados, mas capacita os chamados.

Ninguém apareça diante de mim de mãos vazias. Deus


Quem não tem uma causa pela qual morrer não tem motivo para viver. Martin Luther King Jr.

Missões se fazem com os pés dos que vão, com os joelhos dos que ficam e com as mãos dos que contribuem.

Evangélicos brasileiros gastam mais com Coca-Cola do que investem naquilo que dizem acreditar: MISSÕES. David Botelho

O Espirito de Cristo é o espirito de missões e quanto mais próximos estivermos d'Ele mais nos tornaremos missionários com maior intensidade. Henry Martin

O mundo está muito mais preparado para receber o Evangelho do que os cristãos para o propagar. George Peters

Uma mensagem preparada numa mente alcança uma mente; uma mensagem preparada numa vida alcança uma vida. Bill Gothard

Há mais pessoas vivendo no mundo hoje do que aquelas que morreram desde Adão de acordo com o Dr. Y. J. Taves da Universidade de Minnesota, EUA. Ele diz que 3/5 de todas as pessoas que nasceram estão vivas nos nossos dias. Wheeler McMiller

Não existe igreja pobre que não possa fazer missões. Existe igreja pobre, por não fazer missões. Pr. José Alves dos Santos

Você deve ir ou enviar um substituto. Oswald Smith

Esta geração só pode alcançar esta geração para Cristo.

A missão da Igreja é missões.

A qualquer lugar, contanto que seja para a frente, em Cristo. David Livingstone

Deus quer a evangelização do mundo, mas se você se recusa a sustentar as missões, você se opõe à vontade de Deus. Oswald Smith

A igreja que não evangeliza se fossiliza.

Antes de alguém ouvir o Evangelho duas vezes, que todos o ouçam pelo menos uma vez!

Você não pode levá-lo (o dinheiro) com você mas pode mandá-lo adiante (ao céu) mediante missões. Oswald Smith

Somente quando a Igreja cumpre sua obrigação missionária é que justifica a sua existência.

Se Jesus Cristo é Deus e morreu por mim, então nenhum sacrifício que eu fizer por Ele pode ser grande demais. C.T. Studd

Pode-se contribuir sem amar, mas não se pode amar sem contribuir.

A igreja que deixa de ser evangelística em breve deixa de ser evangélica. Alexander Duff

A questão não é bem quanto do meu dinheiro darei a Deus, mas quanto o dinheiro de Deus reservarei para mim.

A tarefa suprema da Igreja é a evangelização do mundo. Oswald Smith

Desconhecemos quantos milhões ainda desconhecem o evangelho.

Tua tarefa única na terra é esta: salvar almas. João Wesley

O melhor remédio para uma igreja enferma é pô-la em dieta missionária.

É possível orar "Venha o Teu Reino" sem nunca dizer "Envia-me a mim"?

Deus tinha um único Filho e fez dele um missionário. David Livingstone

Enquanto houver milhões de seres humanos sem a Palavra de Deus e sem o conhecimento de Jesus Cristo, ser-me-á impossível devotar meu tempo e energia àqueles que têm ambos. J. L. Ewen

A tarefa toda, de toda Igreja, é dar o Evangelho todo, ao mundo todo.

Por que tão poucos ouvem o Evangelho tantas vezes e tantos nunca o ouviram nem uma vez? Oswald Smith

Estou destinado a proclamar a mensagem, sem importar-me com as conseqüências pessoais que me sobrevirão. Conde Zinzendorf

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05 Outubro 2009

O ÚLTIMO FOLHETO


Todos os domingos de manhã, depois do Grupo de Oração na Igreja, o coordenador do grupo e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos falando do Amor de Deus sobre nós..

Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pai e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
-'Ok, papai, estou pronto.'

E seu pai perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Pai, está na hora de pegarmos os nossos folhetos e sairmos.'

Seu pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito.'

O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'

Seu pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair nesse frio.'

Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir?!'

O pai hesitou por um momento e disse:
-'Pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado.'

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos a todos que via.

Depois de caminhar por horas na chuva, estava todo molhado, mas faltava um último folheto.
Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam desertas.

Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha.. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta.

Finalmente, o menino se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. E, finalmente, a porta se abriu bem devagar. Era uma senhora idosa com um olhar triste. Ela perguntou:
-'O que você deseja, meu filho?'

Com um sorriso que iluminou o mundo dela, o menino disse:
-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR.'

Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.

Ela o chamou e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'

Bem, no domingo seguinte na Igreja, o Coordenador do Grupo de Oração, após a sua pregação perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'

Lentamente, na última fila da Igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. E começou a falar.
- 'Ninguém me conhece neste Grupo, eu nunca estive aqui. Até o domingo passado eu não era cristã.

Meu marido faleceu há algum tempo e eu fiquei sozinha neste mundo. No domingo passado, um dia frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.

Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi para o sótão da minha casa, amarrei a corda numa madeira do telhado, subi na cadeira e coloquei a corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, só e de coração dilacerado, estava pronta pra saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou.

Eu pensei:
-'Quem será? '
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora.'

Eu esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa passou a bater forte. E pensei:
-'Quem pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa há tempos, ainda mais num dia desses.'

Afrouxei a corda do meu pescoço e fui à porta ver quem era, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.

Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito SALTASSE PARA A VIDA quando ele disse:
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO.'

Então ele me entregou este folheto que eu tenho em minhas mãos.
Conforme aquele menino desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e li cada palavra deste folheto.

Então eu subi para o sótão, peguei minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - agora eu estou aqui

Já que o endereço do seu Grupo de Oração estava no verso deste folheto, vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADA a este menino de Deus que no momento certo livrou a minha alma.'

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos no Grupo de Oração. O coordenador do Grupo foi em direção a primeira fila onde o 'seu' menino estava sentado. Tomou seu filho nos braços e chorou.

Provavelmente nenhum Grupo de Oração teve um momento tão grande como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho... Exceto um.

Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e lhe deu um nome que é acima de todo nome.

Não deixe que esta mensagem se perca, passe-a adiante.

Lembre-se: Ela pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.
Jesus ama a todos nós.

"E DISSE JESUS: EU SOU O CAMINHO, E A VERDADE, E A VIDA; NINGUEM VEM AO PAI SENÃO POR MIM". JOÃO 14:6

Recebido por e-mail do meu amigo Felipe Elautério. Obrigado!

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30 Setembro 2009

O que está acontecendo em nossas igrejas?


Por Arildo Gomes

Um dos maiores problemas que notamos na igreja contemporânea é a miscigenação de costumes, ideais e crenças que vem de diversos grupos étnicos e culturais alheios ao Evangelho do Senhor Jesus.

Mas isso já não é novidade. O povo de Deus já experimentou isso no passado, e sofreu terríveis conseqüências diante de tais pecados.

Sincretismo, misticismo, pragmatismo, use o termo que desejar. O certo é que nos últimos anos as igrejas evangélicas no Brasil têm sido atacadas por um verdadeiro tsunami de práticas que desrespeitam completamente o que Cristo ensinou aos apóstolos sobre como ser a Sua Igreja.

Hoje vemos a unção do riso, a unção do leão, a unção do paletó, unção de tudo que se possa imaginar, já vi até a unção da galinha! Colar pessoas na parede pelo “poder de deus” já não é mais novidade para muitos. Deus é obrigado a prosperar e multiplicar a renda dos seus filhos porque ele prometeu, dizem os liberais. Para receber essas bênçãos, primeiro é necessário fazer uma “demonstração de fé”, entregando tudo que se tem para que deus dê uma sacudida e devolva multiplicado. São tantas barbaridades que vemos por aí que mesmo se quiséssemos seria impossível nomear tantas aberrações.

A multidão adora, adora e adora. Canta, canta, canta. Pula até cansar. Recebe uma mensagem vazia, de um pregador vazio numa igreja vazia; e por conseqüência vive uma vida vazia. O que está acontecendo em nossas igrejas? Como as pessoas estão lidando com essa amarga solidão que invariavelmente se estabelece em todo o coração vazio e distante de Deus?

Por viver uma vida superficial, sem conhecer a vontade de Deus, sem saber de fato como Deus deseja ser adorado, as pessoas acabam admitindo todo o tipo de influência mundana no culto ao Deus vivo. Muitas pessoas transformaram Deus num gênio da lâmpada ou, talvez pior do que isso, fizeram do nosso Redentor um hipermercado – sim, um hipermercado, onde é só chegar, pagar e levar. “Pague dois, leve quatro!”, é o que estão pregando os adeptos da teologia da prosperidade, por exemplo.

Será que é isso que Deus quer de nós? Foi por isso que Jesus sofreu e morreu na cruz?

Como estão nossos obreiros? Quem são nossos pastores? Homens de Deus ou serpentes venenosas? Se você é pastor, por favor, reflita sobre como você está conduzindo o rebanho que Deus lhe confiou. Como está o seu relacionamento com o Pai? Reflita também se você tem seguido com sinceridade as palavras que o Espírito Santo diz através do apóstolo, leia: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.” (I Pedro 5:2-4).

Amados irmãos, estejam atentos. O Brasil atualmente é considerado um país cristão. E com o avanço das comunicações o Evangelho está se expandindo muito rapidamente neste país. Mas a estratégia do Inimigo mudou. Reflita comigo... O que é mais fácil: Cortar uma grande árvore ou plantar junto dela uma daquelas plantas que devagarzinho entrelaça-se em seu caule e vai sugando toda a sua vida até matá-la? Com certeza semear uma pequena planta é muito mais fácil do que cortar uma grande árvore quando o resultado esperado será o mesmo. É isso que o nosso inimigo está fazendo! Está impregnando no cotidiano de muitas igrejas o culto a personalidade, inflando o ego de muitos pregadores, pastores e mestres, fazendo crescer o orgulho, o egoísmo e outros maléficos sentimentos que, por fim, produzem desvios doutrinários irreversíveis principalmente nos novos adeptos.

Convido você a refletir sobre o caminho que a igreja em que você congrega está tomando para que se você exerce autoridade em seu meio, possa levar os seus liderados a compreensão dessa “nova estratégia” do maligno para minar nossas igrejas.

Coragem para mudar! Para fazer de Jesus o centro de toda adoração.

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” Rm 11:36

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16 Setembro 2009

Esaú, nova referência dos líderes evangélicos

Por Hermes Fernandes - via Genizah


Recentemente, assisti a um vídeo na internet em que jovens cristãos, que suponho serem evangélicos, apresentam uma oração de Francisco de Assis. Confesso que fiquei muito emocionado. Que bom que eles descobriram o frade que desafiou o papado com sua mensagem revolucionária e radical. Mas no final do filme, tive uma surpresa. A imagem de Che Guevara com uma coroa de espinhos. Eles conseguiram a proeza de enxergar na famosa caricatura do revolucionário a imagem de Jesus.
O que isso me diz? Que não há referências disponíveis para os nossos jovens. Eles carecem de heróis. Foram buscar inspiração num santo canonizado pela igreja católica e num líder político revolucionário da América Latina canonizado pelas massas.
Enquanto isso, a igreja evangélica forja novos tipos de heróis. Se para a igreja primitiva, herói era quem morria pela causa do Reino, para a igreja contemporânea, herói é quem alcança sucesso em seu ministério.
Quem são nossos novos heróis? Não são mais os mártires, e sim os que cruzam nossos céus em suas próprias aeronaves. Os que constróem suntuosas catedrais. Os que se tornam políticos de grande influência. Os que ostentam jóias, penduricalhos revestidos de ouro, ternos Armani, sapatos de cromo alemão, etc.
Quem se inspiraria num frade maltrapilho? Ou num pastor abnegado com seu terno surrado?
A igreja de hoje está dividida entre várias influências marcantes:
Há os gedozistas (G12), cuja referência maior é o apóstolo Renê Terra Nova. A cada dia, novas igrejas adotam o esquema do G12. Enquanto isso, pastores sonham com o dia em que terão seu próprio avião, a exemplo do seu paipóstolo. Já há pastores exigindo que sejam chamados de paistor, pra ficarem mais parecidos com seu ídolo. Sem contar os inúmeros atos proféticos, encontros tremendos, e outras bizarrices do gênero. O Terra Nova, bem como outros expoentes deste 'mover' são a prova inconteste de que a coisa realmente funciona. E é isso que interessa pra eles. Não há compromisso com a consciência, com o que é certo, mas com o que dá certo.
Há os Iurdistas. Não me refiro aos pastores da Igreja Universal, e sim às igrejas que se dobraram ao esquema iurdiano. É o que dá certo! Amuletos, correntes, pedidos levados para o monte (já que levá-los pra Israel fica muito caro), e sacrifícios, muitos sacrifícios para alimentar a máquina. No mesmo balaio, cabe a Igreja da Graça, a Mundial do Poder de Deus, e outras franquias do gênero. Até alguns dos seus ferrenhos críticos acabaram cedendo. 
Um exemplo disso é o apóstolo Miguel Ângelo. Doutrinas diferentes, mas práticas semelhantes. Macedo se tornou o modelo desta turma que sonha um dia também ter seu próprio canal de TV.
Há os gospistas, cuja referência maior é o casal Hernandes. Eu disse gospistas, não golpistas (o trocadilho é proposital). Daí, tudo é gospel. Noite gospel, academia de ginástica gospel, boate gospel, e já tem até cerveja e motel gospel. É ano apostólico disso, ano apostólico daquilo, e lá vai fumaça!
Quem não se ajusta a um desses esquemas corre o risco de ficar pra trás.
Esperto é quem consegue reunir o que há de ‘melhor’ (ou seria ‘pior’) dos três esquemas. Imagine a reunião dessa ‘santíssima trindade’: Terra Nova + Macedo + Hernandes. Qual seria o resultado desta equação? Quem seria o subproduto, o Frankstein que surgiria da fusão entre eles?
Imagine reunir a turma do Monte Sinai, com a do Peniel, e a dos Gideões! Misericredo! Imagine uma igreja que além de adotar os produtos gospel, ainda integrasse a visão celular no modelo dos 12, com direito a shofar e tudo mais, com as campanhas e amuletos iurdianos.
É triste ver igrejas sérias se rendendo a esses 'moveres'.
Há ainda os Malafistas, com seus congressos, cruzadas e pra completar, suas bíblias comentadas ao peso de ouro.
Só há uma maneira de fazer uma limpeza no arraial evangélico: boicote. Temos que mobilizar a igreja para boicotar os produtos desta turma. Enquanto estiverem se dando bem, eles não mudarão. Só um prejuízo no bolso para fazê-los reconsiderar seus posicionamentos, e quem sabe, voltarem-se para Deus.
Recuse-se a dar audiência a seus programas. É um bem que você faz a eles e à igreja de Cristo como um todo.
Não pague pra participar de um encontro, cuja finalidade não é outra senão fazer-lhe uma lavagem cerebral.
Recuse-se a participar de marchas que não tem outro propósito que não seja demonstrar cacife político, pra depois negociá-lo em nome do povo evangélico.
Pare de gastar seu suado dinheiro com cd's cujos temas são sempre os mesmos. Não desperdice seu precioso tempo lendo livros de auto-ajuda disfarçados de livros cristãos.
Em vez de Jacó, a nova referência bíblica dos pastores é Esaú.
A propósito, compus um breve poema sobre isso, e chama-se “Esaú”. Quero dedicá-lo a todos os que caminhavam bem, mas acabaram se rendendo ao apelo mercadológico que se instalou no arraial evangélico.
Esaú, Esaú, fizeste pouco caso de tua primogenitura
Deixaste corromper uma mensagem tão pura
Te vendeste por tão pouco, Esaú!
Esaú, Esaú, trocaste a graça por um prato de lentilha
Deixaste o rebanho a mercê da matilha
Te vendeste por tão pouco, Esaú!
Esaú, Esaú, trocaste a verdade por outra cartilha
Deixaste o caminho pra cair numa armadilha
Te vendeste por tão pouco, Esaú!
Esaú, Esaú, por que há tanta amargura em teu coração?
Por que não reconhece e pede perdão?
Ainda resta algum tempo, Esaú!
Lembras de quando conheceste a graça
Tesouro maior que nem ferrugem ou traça
seria capaz de devorar?
Lembras de quando aprendeste do reino?
Teu discipulado foi apenas um treino
Pra que aprendesses a amar
Já te esqueceste, Esaú,
das lágrimas derramadas
Das longas jornadas,
Simplesmente por amar?
Te ofendeste, Esaú
Por minha sinceridade,
Por te dizer a verdade,
Simplesmente por te amar?

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08 Setembro 2009

Novo código obriga alunas a usarem vestimentas islâmicas

Gaza deu outro passo em direção à lei islâmica nesta semana com a imposição de um novo código de vestimenta para alunas. As meninas e jovens que voltaram às aulas no domingo souberam que agora devem usar jilbab, túnicas tradicionais islâmicas de manga comprida, e cobrir o cabelo, ou não poderiam entrar nas salas de aula.

“Diversos cartazes pendurados nas escolas da cidade de Gaza anunciavam que todas as meninas deveriam usar uma jilbab azul marinho, um lenço branco na cabeça e sapatos pretos ou brancos. Dezenas de estudantes afirmaram terem sido mandados de volta para casa por estarem usando jeans.”

“Além disso, as escolas públicas separaram as classes de meninos e meninas, que agora estão em prédios separados.”

De acordo com alguns moradores, as novas regras estão sendo aplicadas também aos membros de pequenas regiões cristãs, apesar de que os cristãos são uma exceção à lei islâmica. No entanto, as regras não serão adotadas pelas escolas particulares cristãs.

Os oficiais do Hamas negaram qualquer envolvimento com a imposição de código de vestimentas nas escolas. A decisão de impingir esses padrões foi feita localmente, por autoridades individuais. Eles disseram que a maior parte das meninas e de suas famílias foi a favor dos novos códigos.

“As informações sobre o novo código de vestimenta causou indignação em Judeia e Samaria, onde as autoridades palestinas acusaram o Hamas de violar os direitos civis, em que é proibido forçar um código de vestimenta público.”

“No início desse mês, um juiz em Gaza ordenou que todas as advogadas cobrissem o cabelo no tribunal. A decisão causou uma onda de protestos de advogados e grupos de direitos humanos em Gaza, Judeia e Samaria. O Hamas se afastou de qualquer envolvimento, dizendo que a questão era algo que os próprios tribunais deveriam resolver.”
Tradução: Portas Abertas


Fonte: ASSIST - News Service

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Não vou orar pelo missionário

Na ocasião que Tony Campolo, pregador e escritor cristão, participou de uma conferência anual organizada pela Associação das Mulheres Cristãs, durante a conferência, a presidente da Associação leu em alta voz a carta de um missionário que estava precisando urgentemente de quatro mil dólares. Depois de ler essa emocionante carta, a presidente disse: “Então, gostaria de pedir ao pregador de hoje, irmão Campolo, que orasse pedindo a Deus que supra a necessidade desse missionário. Irmão Campolo, poderá fazer uma oração?”.


Então, ele respondeu: “Não”, surpreendendo a presidente da Associação. E prosseguiu dizendo: “Eu não vou orar para que Deus preencha a necessidade do missionário. Mas vou colocar em cima da mesa todo o dinheiro que tenho no meu bolso e peço para que todos façam o mesmo. Se todo o dinheiro arrecadado não completar os quatro mil dólares, então eu irei orar”.

Em seguida, Tony Campolo esvaziou sua carteira. Com isso, as trezentas pessoas presentes também esvaziaram suas bolsas e carteiras. Resultado disso, o dinheiro arrecadado ultrapassou a quantia de quatro mil dólares. Vendo isso, Campolo disse: “Neste momento não precisamos pedir para que Deus supra nossas necessidades, pois o que precisamos já está aqui. Devemos orar para que possamos entregar essas coisas”.

Fonte: Buscai o Reino via PC@maral

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19 Agosto 2009

A ficção vira realidade...

Esta postagem foi extraída do Blog oficial da Missão Portas Abertas.
Autora: Deborah Stafussi (Webeditora)

Quando publiquei em nosso site a notícia sobre a ação do Ministério Público para retirar das repartições públicas os símbolos que, de alguma forma, defendam algum tipo de religião (leia aqui), logo me lembrei de um livro que terminei de ler esses dias. O agente, da editora Mundo Cristão, fala sobre uma época pós-Terceira Guerra Mundial, em que todas as religiões foram banidas e só há um governo global.

O autor é Jerry Jenkins, especialista em assuntos e temas escatológicos. A leitura já havia me impactado bastante, pois cada capítulo que falava de torturas aos cristãos secretos que resistiam à perseguição, me fazia lembrar das notícias que são publicadas todos os dias em nosso site.

Mas, hoje em especial, a “coincidência” foi grande demais. A notícia referida acima declara que os símbolos religiosos (como o crucifixo, por exemplo) deverão ser retirados das salas que realizam atendimento público, para que ninguém pertencente a outras religiões sinta-se em um lugar preterido.

Então, cita-se o comentário feito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal: Se aprofundarmos essa discussão e formos radicais, vamos rever o calendário? Nós estamos agora no ano de 2009, que significa 2009 anos depois de Cristo. Vamos colocar isso em xeque? O próprio calendário, o sábado, o domingo, será revisto? A Páscoa, o Natal?”

No livro O agente, os feriados cristãos foram apagados do calendário, as universidades católicas viraram abrigos, a contagem de anos passou de d.C (depois de Cristo) para p.3 (pós Terceira guerra) e os nomes de avenidas e lugares como São Francisco foram alterados.

Quando lemos algo assim, pensamos: “Ah, é um livro de ficção, e nunca iria acontecer nada parecido aqui”. A Palavra de Deus deixa claro: pecamos e erramos porque não conhecemos as Escrituras e o poder de Deus (Marcos 12.24). Está tudo escrito lá; todos os sinais dos últimos dias.

A perseguição religiosa está ao nosso lado, presente, diária, em tantas notícias que nem conseguimos publicar ou nem tomamos conhecimento. Ela vai aumentando aos poucos. Não espere que a religião cristã seja proibida no Brasil de um momento para o outro. Mas comece a atentar para uma lei que contradiz a Palavra aqui, outra ação ali, e aos poucos vamos tropeçando em pedrinhas, nunca em montanhas.

Faço um desafio para você: deixe esse assunto tomar conta da sua sala de trabalho (como aconteceu aqui), de estudo, de sua aula na EBD, de sua igreja. É tempo de abrirmos os olhos e termos a salvação como CONVICÇÃO, e não como algo a mais em nossa vida.

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